terça-feira, 30 de junho de 2009

Se hoje em dia a informação é de graça, qual o valor do conhecimento? Folha de São Paulo

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Reportagem Especial


Evite teclar com o perigo na Internet

A mesma internet que facilita a vida de todo mundo, pode levar uma garota a se meter em muitas enrascadas. Como uma menina cai nessa e como você pode evitar perigos como cyberbullying, sites sobre anorexia e até pedofilia?

“Na hora do jantar, vá tomar banho. Depois, diga que vai comer no quarto e jogue a comida fora.” Amanda*, 19 anos, aprendeu essa e outras dicas absurdas em sites, fóruns e blogs que falavam sobre a Ana e a Mia – os “apelidos carinhosos” de anorexia e bulimia. Foram 7 kg a menos em apenas dois meses. Resultado: a garota foi parar no hospital, com um quadro grave de anemia profunda, cálculo renal e amenorréia (ausência de menstruação, causada, nesse caso, por desnutrição).

A família de Amanda jamais desconfiou do que se passava com ela. Afinal, a internet também ensinou como podia esconder a doença dos outros. Mas, depois que a verdade veio à tona, a garota foi levada a uma psicóloga e, após algumas sessões, conseguiu entender o que estava acontecendo.

O caso de Amanda choca, porém não espanta os estudiosos do fenômeno internet. Entre as pessoas que acessam páginas pró-anorexia e bulimia, estima-se que 67%** sejam jovens entre 13 e 17 anos.

É cada vez mais comum encontrar o perigo na internetHá tempos, a internet deixou de ser uma fonte só de coisas legais. Em 2006, o gaúcho Vinicius Marques, 16 anos, se suicidou com a ajuda de um site em que pessoas davam dicas de como cometer o ato. No mesmo ano, outro caso se tornou famoso: o da americana Megan Meier, que se matou aos 13 anos quando seu namorado virtual passou a ignorá-la e a dizer coisas horríveis, como: “O mundo será um lugar melhor sem você”. Detalhe: o namorado virtual nunca existiu. Era um perfil fake criado pelos pais de uma vizinha da garota, que claramente não gostavam de Megan.

Depois de ler o que rolou com Amanda, Vinicius e Megan, a gente fica pensando: o que leva as pessoas a perderem seu tempo incentivando outras a se matar ou a desenvolver doenças como anorexia e bulimia? A resposta para essa crueldade é até ridícula: o anonimato.

Na internet, você pode ser quem quiser e dar vazão a qualquer tipo de sentimento sem que ninguém, a princípio, te julgue por isso e sem, necessariamente, ter que lidar com as conseqüências de seus atos. Mas o que leva alguém a buscar informações sobre como morrer ou ser anoréxica em sites, blogs e orkut?

Basicamente, curiosidade. Muitas pessoas – principalmente os adolescentes – têm interesse em saber o que acontece em páginas desse tipo. Agora, o que leva meninas e meninos a se deixar influenciar pelo tipo de conteúdo que aparece lá é, geralmente, um quadro de depressão instalado. Quando ficamos deprimidas, o primeiro impulso é se fechar e só se abrir com pessoas que de fato entendem o que você sente. A Amanda se sentia muito bem trocando idéias com outras meninas que passavam pela mesma situação que ela. Era melhor do que conversar com a própria mãe ou com as amigas.

Para não cair em roubadas…

- Limite o acesso de pessoas a suas fotos no orkut e divulgue pouquíssimas informações sobre você na net.

- Não revele dados pessoais a qualquer um. Se a pessoa for desconhecida e fizer perguntas muito indiscretas pelo MSN ou orkut, delete-a dos seus contatos.
Desconfie de concursos e promoções do orkut. Sempre cheque com a fonte se tal coisa está mesmo rolando.

- Caso se sinta atraída por sites de conteúdos estranhos, pense: por que estou buscando esse tipo de informação? Não finja que nada está acontecendo. Fica a dica de sempre: se perceber que alguma coisa está errada, converse com seus pais e amigas de confiança;

- Caso seja uma vítima…Rola descobrir quem são as pessoas que se escondem atrás desses endereços e comunidades do mal. Para isso, é preciso chegar ao número do IP do computador de onde foi mandado a mensagem, criado o site/blog ou gerada a comunidade;

- Esse processo só pode ser feito com a ajuda de um advogado. Ele vai levantar provas – páginas impressas da internet, por exemplo – e pedir, através de um mandato judicial, que o provedor que hospeda a página rastreie e entregue as informações. Não é algo simples e rápido, mas essa é a forma que existe para encontrar as pessoas que tornam a internet tão perigosa.

Se rolar alguma agressão virtual com você ou alguma amiga, lembre-se de imprimir as provas!!!

* Os nomes foram trocados a pedido das entrevistadas.
Quem deu as informações:
Luciana Ruffo e Fernanda Gastin Escaleira – Psicólogas e membros do Núcleo de Pesquisa da Psicologia da Informática da PUC-SP
Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying
Cristina Sleiman, advogada do escritório especializado em direito digital Patrícia Peck.

Retirado do site: http://teteraconsultoria.com.br/blog/evite-teclar-com-o-perigo-na-internet/

segunda-feira, 29 de junho de 2009

blOg Diplomático sempre atualizado!!!


Uma abordagem prática dos conceitos de veracidade e autenticidade documental.


Reportagem apresentada no programa Fantástico do Dia: 28/06/09

Descoberto esquema ilegal de venda de diplomas
Homem chega a fugir das câmeras do Fantástico

"O mercado dos diplomas e certificados falsos está em alta no país. Na internet, há ofertas de documentos para qualquer nível de escolaridade. Anúncios publicados em jornais também oferecem diplomas que ficam só no papel."

Veja a reportagem na íntegra



sexta-feira, 26 de junho de 2009

Utilidade Pública!!!

O blOg Diplomático priorizando a questão da conscientização social à respeito de uma questão cada vez mais imperativa no Brasil, a segurança na internet.

Abaixo o link do Guia Serasa de orientação ao cidadão que oferece orientações de como o internauta pode prevenir-se quanto à redução no risco de vírus, hackers e outras ameaças, e navegar com mais segurança na Internet.


http://www.serasa.com.br/guiainternet/index.htm


Vamos disseminar!!!!

sábado, 20 de junho de 2009

Diplomática & Tipologia Documental - Interpretações


Para Heloísa Liberalli Belloto, a Diplomática, por definição ocupa-se da estrutura formal dos atos escritos de origem governamental e/ou notarial. Para a autora o campo de atuação da Diplomática gira em torno do verídico quanto à estrutura e a finalidade do ato jurídico. Já o da Tipologia gira em torno da relação dos documentos com as atividades institucionais/pessoais. Portanto, a autora não reconhece documentos do setor privado como documentos diplomáticos.

BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documentos de arquivo. São Paulo: Arquivo do Estado, 2002. 120p. (Como fazer, 8)


Para Luciana Duranti, a diplomática enquanto ciência independente, restringe seus estudos aos documentos da idade média, que se juntou à paleografia porque já estava confinada aos mesmos moldes de seu estudo. E, para ela existe ainda a diplomática que é uma ramificação da diplomática, onde os conceitos da segunda se esclarecem e dividem sendo aplicados pela primeira, em documentos únicos, concretos, reais, existentes e facilmente exemplificáveis. A diplomática especial pode identificar as regras por meio da crítica documental, como as que regem a gênese, a forma, o trâmite e a classificação dos documentos de arquivo público ou privado.

DURANTI, Luciana. Diplomatica: nuevos usos para una antigua ciencia. Trad. VAZQUEZ, Manuel de. Carmona: Asociación de Archiveros de Andalucía, 1997.


Os arquivistas de Madrid têm uma análise bem abrangente dos documentos. Para eles, todo documento pode ser diplomático, desde que, esteja devidamente contextualizado. A análise diplomática além de estudar elementos como a proveniência, formato, tipo, dentre outros, inova acrescentando a classificação arquivística e o ato jurídico que o documento está vinculado, sua razão legal de criação.

Grupo de Trabajo de Archiveros Municipales de Madrid. Manual de tipologia documental de los municipios. Madrid: Consejeria de Cultura de la Comunidad de Madrid, 1988. (Archivos, Estudios, 2).

O internauta quer saber...o blOg Diplomático responde!!!

internauta - Vcs estão fazendo um trabalho em formato de blog mesmo?

blOg Diplomático - Sim. É o trabalho final da disciplina de Diplomática & Tipologia Documental do curso de Arquivologia da UnB. Para saber a definição de Diplomática tem um glossário no início do blog!

internauta - Arqui o quê? Arquivologia?! Não acredito que tem um curso só pra guardar papel! :O

blOg Diplomático - É! Arquivologia! ¬¬
E nós somos responsáveis pela gestão documental (vide glossário) de instituições públicas ou privadas, além também, de pessoas físicas e seus arquivos pessoais! Não é só guardar papel! ;)

.....o internauta depois de ler o blog atenciosamente......

internauta - Então vcs vão analisar diplomaticamente documentos eletronicos baseados num crime?

blOg Diplomático - Isso mesmo! Iremos fazer a análise diplomática de cinco documentos referentes a rastros deixados por um crime cometido na internet. A análise tomará por base a leitura de Arquivistas. Logo em seguida será publicado o posicionamento de cada um a respeito da Diplomática & Tipologia documental.

internauta - Ai! Como isso é complexo!! Nunca tinha ouvido falar nisso! :P
E qual crime vcs vão usar pra fazer esse trabalho?

blOg Diplomático - Difamação no orkut, o que infelizmente é uma prática comum de muitos. Contudo já é um crime caracterizado no Direito Digital e tipificado no Código Penal brasileiro. Essa legislação nos dá suporte para melhor discutir tanto os crimes quanto os documentos que resultam destes e suas tipologias.

internauta - Humm...estou curioso pra ver a análise de vcs! Boa Sorte!

blOg Diplomático - Obrigado!! Você também pode acompanhar os blogs dos colegas pelos links, estão bem interessantes!
Até mais! ;)

internauta - Até! :**

Importante saber!!!

Delegacias especializadas em Crimes Virtuais


Você sabe o que fazer caso seja vítima de um crime virtual? Não?
Se você tem a sorte, ou talvez não seja esta a palavra, de morar em algum dos grandes centros do país saiba aonde deverá ir, caso seja vítima desse tipo de crime.
Se o crime cometido contra você estiver no Código Penal, este será punido do mesmo modo como se estivesse ocorrido no mundo real.
Por meio das Delegacias Especializadas é possível fazer um boletim de ocorrência de delitos ocorridos na Internet.

Contato Delegacias de Crimes Eletrônicos:

São Paulo:
Dúvidas e notícias de crimes podem ser feitas pelo e-mail: 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.br
Atende pelo telefone (11) 6221-7030
Pessoalmente no endereço Av. Zaki Narchi, 152 - Carandiru - São Paulo/SP.

Rio de Janeiro:
DRCI - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática
Endereço: Rua da Relação, 42, 8º andar, Centro - Rio de Janeiro (RJ)
Fone: (21) 3399 - 3201/ 3399 - 3202

Belo Horizonte:
DERCIFE - Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra Informática e Fraudes Eletrônicas
Endereço: Av. Antônio Carlos, 901, Lagoinha - Belo Horizonte (MG)
Fone: (21) 3399 - 3201/ 3399 - 3202

Curitiba:
Polícia Civil do Paraná
Endereço: Rua José Loureiro 540, Centro - Curitiba (PR)
Fone: (41) 3883-8100
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br

Brasília:
Delegacia Especial de Repressão a Crimes Eletrônicos, Brasília (DF)
Endereço: Setor Áreas Isoladas Sudoeste, Bloco D - Brasília (DF)
Fone: (61) 3362 - 5898/3361 - 9589

Fonte: http://www.jurisway.org.br

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Assim fica difícil!!!

Data: 13/11/2008

Polícia Federal não tem estrutura para investigar crimes na internet


A Polícia Federal (PF) está longe de ter a estrutura ideal para combater e investigar crimes na internet. Somente 10 policiais, alocados na sede da PF em Brasília, trabalham na Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da instituição, junto com 140 peritos espalhados pelo país. "A estrutura não está nem um pouco perto do ideal", reconheceu o delegado Carlos Eduardo Sobral, que é integrante da unidade.Para ter uma estrutura minimamente eficaz, o delegado pontua que cada Superintendência Regional (SR) da PF no país deveria ter uma delegacia exclusiva para investigar crimes cometidos na internet ou com auxílio de computador.

Atualmente, nenhuma SR possui uma equipe dedicada para a função. Para atuar nesses tipos de delitos, como fraudes eletrônicas e pedofilia, por exemplo, profissionais especializados são requisitados pelas unidades.Essa falta de estrutura, de acordo com o delegado, reflete no número de operações da PF em casos envolvendo a internet. De 37 ações policiais realizadas desde 2001, apenas cinco trataram de pedofilia na rede mundial de computadores. Segundo o delegado da Polícia Federal, durante intervenção em audiência pública realizada na manhã de hoje (13) na Câmara dos Deputados, o número poderia ser maior. A solução, de acordo com o delegado, seria formar as unidades regionais com um efetivo de aproximadamente 300 policiais no total. Mas ele acrescenta que não se combate crimes na internet sem integração entre vários órgãos. "É preciso ter articulação com a Polícia Civil nos Estados, com o Ministério Público, com o Parlamento, com a Interpol e uma série de outros órgãos. É a única maneira de se combater esse tipo de crime. Sem integração não funciona", afirmou Sobral.

As comissões de Ciência e Tecnologia e Comunicação e Informática e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado convocaram audiência pública para discutirem o Projeto de Lei (PL) 84/99, que muda o Código Penal para tipificar condutas relacionadas ao uso de sistema eletrônico ou da internet. A discussão, com membros do governo federal e da sociedade organizada, durou mais de quatro horas.

Polêmica

A iniciativa de o Congresso confeccionar uma legislação penal para crimes na internet causou um extenso debate na audiência pública. Durante a discussão, boa parte dos participantes se posicionou contrário ao projeto. Se não era pelo texto todo, pelo menos por alguns artigos. "Precisamos reforçar o caráter democrático da internet, que é uma grande conquista da sociedade", disse o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Vieira.

O desembargador do TJMG Fernando Botelho acrescentou que a legislação não pode ferir garantias constitucionais, como a liberdade de expressão e o direito à privacidade. A mesma linha é defendida pelo delegado da PF. Ele acredita que é preciso chegar a um meio termo. Na opinião do policial, o projeto cria barreiras que podem atrapalhar a investigação criminal. "Complica muito você precisar de autorização judicial para pedir a um provedor de internet que ele preserve os dados. Você não vai ter acesso aos dados, só pode para que eles sejam preservados. Não faz sentido", reclamou.

Na mesma linha estão os professores da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) Luiz Fernando Moncau e Thiago Bottino. Na opinião dos dois, é preciso primeiro criar um modelo civil, onde os direitos e deveres de cada parte estejam bem definidos. Depois, se houver problemas, que surja a parte penal. "A maior parte da Europa é assim, nos EUA também, na Argentina", citou Moncau. Para ele, o projeto não é adequado, e é capaz de criar instabilidade jurídica. O site que produziu a matéria tentou ouvir o deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), relator do projeto de lei. Mas o relator não foi na audiência pública desta quinta-feira (11) e não retornou aos pedidos de entrevista.

Abusos na Internet!!!

13/05/2009 - 17h09

Número de grupos extremistas em redes sociais cresce 25%, diz estudo Publicidade da Reuters, em Nova York.

Um relatório divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Centro Simon Wiesenthal registrou um aumento de 25% no número de grupos "problemáticos" em redes sociais da internet no ano passado, levando em conta 10 mil "sites, portais, blogs chats, vídeos e jogos na internet que promovem a violência racial, antissemitismo, homofobia, músicas de ódio e terrorismo".

Os exemplos vão de uma comunidade no Facebook chamada "Morte aos Gays" a um vídeo no YouTube com o Alcorão sendo queimado. O grupo de defesa dos direitos humanos, uma ONG israelense que combate o nazismo, afirma que a ascensão das redes sociais acelerou a difusão de opiniões racistas e fanáticas.

A organização afirma que se reuniu com dirigentes do Facebook e o site prometeu remover as páginas com esse tipo de conteúdo. "Como o Facebook tem mais de 200 milhões de usuários, os fanáticos conseguem escapar mais rápido do que os esforços para removê-los", afirma o Simon Wiesenthal Center.

Grupos extremistas também estão estabelecendo suas próprias redes sociais, segundo o relatório. O documento aponta o exemplo do New Saxon, descrito como "um site de redes sociais para pessoas de ascendência europeia", produzido por um grupo neonazista dos Estados Unidos chamado National Socialist Movement.

Os grupos mais visados na internet, segundo o relatório, incluem judeus, católicos, muçulmanos, hindus, gays, mulheres e imigrantes.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Extra!!! Extra!!!


Saiba quais são os crimes de informática mais comuns


Roubo de identidade - Os piratas virtuais enganam os internautas e se apoderam de suas informações pessoais para fazer compras on-line ou realizar transferências financeiras indevidamente.
Segundo o IPDI (Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações), pessoas que usam a informática para roubar identidades podem responder por estelionato, furto mediante fraude, intercepção de dados, quebra de sigilo bancário e formação de quadrilha.

Pedofilia - Internautas criam sites ou fornecem conteúdo (imagens e vídeos) relacionado ao abuso sexual infantil.

Calúnia e difamação - Divulgação de informações --muitas vezes mentirosas-- que podem prejudicar a reputação da vítima. Estes crimes tornaram-se mais comuns com a popularização do site de relacionamentos Orkut.

Ameaça - Ameaçar uma pessoa --via e-mail ou posts, por exemplo--, afirmando que ela será vítima de algum mal.

Discriminação - Divulgação de informações relacionadas ao preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Também tornou-se mais comum com a popularização do Orkut.

Espionagem industrial - Transferência de informações sigilosas de uma empresa para o concorrente. A tecnologia facilita este tipo de ação, já que um funcionário pode copiar --em um palmtop ou memory stick, por exemplo-- o equivalente a quilos de documentos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Noticiário Urgente


Polícia Civil tem forte atuação sobre crimes virtuais

A Polícia Civil de São Paulo tem uma delegacia especializada em crimes de informática, localizada no prédio do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (DEIC). Trata-se da 4ª Delegacia de Crimes Eletrônicos que atende várias ocorrências por meios eletrônicos com autoria desconhecida no Estado de São Paulo.

Segundo o titular da delegacia, Wilson Roberto Zampieri, os crimes mais comuns são contra a honra envolvendo calúnia, difamação e injúria. Ele alerta que existem outras ocorrências como ameaça, estelionato, fraudes bancárias, falsificações, roubos de senhas bancárias, entre outras, que vêm crescendo na Internet e que demandam maior atenção das pessoas. Lembrou ainda que 80% dos casos apurados são esclarecidos e seus autores punidos conforme a lei e recomenda às pessoas que se sentirem prejudicadas, procurar o auxílio do distrito policial mais próximo, para que os fatos sejam devidamente investigados.

Para o delegado assistente José Mariano de Araújo Filho, os crimes feitos por meios eletrônicos sempre deixam vestígios: “A investigação dos crimes por meio eletrônico, parte do princípio que ao se utilizar alta tecnologia e o delito venha a consumar-se, sempre deixa rastros, portanto nesta modalidade não existe crime perfeito”, afirma o delegado.

Esclarece também que a principal dificuldade está na obtenção de informações, pois existe uma morosidade muito grande na obtenção das requisições junto às representações judiciais, que prejudicam na maioria das vezes, a agilidade nas apreensões e investigações de materiais que facilitam o rastreamento das informações que contribuem para a elucidação de denúncias registradas.

José Mariano afirma que é fundamental que as partes envolvidas, sejam provedores ou empresas de telecomunicações ou até órgãos de representações, facilitem o acesso da polícia às informações para que as autorizações judiciais sejam mais rápidas e, consequentemente reflitam nos resultados satisfatórios da atuação policial.

No Brasil, não existe uma legislação específica para os crimes virtuais. Em situações de casos envolvendo pedofilia, calúnia, difamação e injúria, por exemplo, são crimes previstos no Código Penal. Porém, ocorrências como quebra de senhas e invasão de sites ainda dependem de legislação específica, o que dificulta a tipificação.

Leis previstas no código penal

Falsa Identidade - Artigo 307. Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem. Pena: detenção de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave. Exemplo: responder e-mail de terceiros ou enviar e-mail com nome falso.

Violação de Direito Autoral - Artigo 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos. Pena: detenção de três meses a um ano ou multa. Exemplo: tirar e editar conteúdo como se fosse seu. Vale para texto, imagem, áudio e vídeo.

Difamação - Artigo 139. Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação. Pena: detenção de três meses a um ano e multa.

Injúria - Artigo 140. Ofensa à dignidade ou decoro. Pena: detenção de um a seis meses.

Incitar publicamente a prática de crime - Artigo 286. Pena: detenção de três a seis meses ou multa.

Apologia ao crime - Artigo 287. Detenção de três a seis meses ou multa. Exemplo: criar comunidades com conteúdo racista.

Estelionato - Artigo 171. Obter para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício ardil ou qualquer outro meio fraudulento. Pena: Reclusão de um a cinco anos e multa.



Dicas de proteção:


----------Evite abrir e-mails de remetentes desconhecidos; se forem abertos e estiverem acompanhados de arquivos anexos, não abra em hipótese alguma. Geralmente são arquivos executáveis que se infiltram no seu computador.

----------Evite abrir e-mails de bancos e órgãos oficiais como Receita Federal, TRE, DETRAN e SERASA. Essas instituições não enviam e-mails, a não ser que seja solicitado pelo usuário;

----------Crie senhas aleatórias, mesclando letras e números e procure alterá-la periodicamente;

----------Evite senhas fáceis e óbvias, como datas comemorativas e nomes de familiares ou animais de estimação;

----------Não forneça dados pessoais em salas de relacionamento ou bate-papos on-line. Os criminosos são capazes de desvendar senhas com apenas algumas informações pessoais;

----------Atualize sempre seu antivírus e evite programas piratas;

----------Nunca divulgue número de cartão, conta bancária ou senha por e-mail;

---------Os pais devem ficar atentos e monitorar os contatos e relacionamentos que envolvem crianças e adolescentes, principalmente durante a madrugada.

Essa notícia pode ser encontrada no site da polícia civil de São Paulo, foi publicada no dia 18 de fevereiro de 2008. O interessante desta notícia é a exposição das leis que enquadram os crimes cometidos virtualmente, e dá algumas dicas de como se proteger.

Proposta Final de Trabalho - blOg Diplomático



Caracterização da proposta de trabalho

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A proposta de trabalho do grupo está consubstanciada no contexto específico de um crime cibernético cometido por um usuário supostamente anônimo, onde por meio da investigação e identificação dos rastros que criminoso deixou, foi possível juntar provas cabais para caracterização do delito.
Por estar em suporte eletrônico, sua análise se dará no enfoque da Diplomática Contemporânea, destacando, em suma, sua configuração tipológica.
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